Ar puro

20 de agosto de 2010

Apesar de adorar São Paulo tem dias que eu me sinto um tanto triste em morar aqui, bem no centro da cidade, onde tenho tudo muito pertinho. Dias como hoje, de friozinho, tempo aberto e baixa humidade relativa do ar me deixam um pouco melancólica.

Não que eu tenha algum problema de saúde que se agrava nessas condições - ainda bem! - mas não tenho muita vontade de andar pela cidade porque sinto que algo não está certo. Essa poluição toda bem que poderia não existir!

Eu acordo e vou dormir ao som de carros já faz alguns bons anos. Sem contar que tem um hospital na minha rua, no quarteirão ao lado e, onde há hospital, há ambulâncias quase sempre muito apressadas - e barulhentas. No meu quarteirão ainda tem uma delegacia. E vez ou outra também passam helicópteros. Meu Deus... é o caos!

Além disso, morar em uma rua com muito movimento, tanto de pessoas como de carros, significa ter a casa sempre muito cheia de pó. Até as plantinhas que o Marcio me dá não conseguem escapar e ficam cobertas de pó cinza que apaga um pouco o colorido tão lindo de suas flores.

Essas coisas me fazem pensar como seria bom morar no campo, ouvindo só passarinhos, galinhas e vacas. Olhar para o céu e ter vontade de respirar bem fundo o ar fresco com cheiro de mato. Por essas e outras que eu e o Marcio viajamos com frequência para cidades vizinhas para ficar em pousadinhas e hotéis fazenda que nos fazem tão bem só pelo fato de serem simples. Tudo bem que depois de alguns dias de "pureza", silêncio e absolutamente nada para fazer a não ser meditar sobre a natureza, quando chegamos na Marginal eu até brinco com ele: "Estava com saudades da poluição!".

O prédio no qual vamos morar depois de casados fica em um bairro mais tranquilo que o meu, mas mesmo assim tem um movimento razoável de carros nas ruas paralelas. O bom é que é uma área bem residencial e que preserva algum tipo de verde, mesmo que mínimo. E a novidade: vai ter um POMAR nas dependências do condomínio... estou curiosíssima para saber como será.

Tudo isso para justificar a preguiça ENORME que estou sentindo de fazer caminhada até o parque... será que essa desculpa cola? ;)


Cris

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